Anthony Borcioni
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RS-239: uma passarela pode trazer mais segurança entre Vila Irma e Quatro Colônias

Mais segurança para estudantes, moradores e todos que precisam atravessar a rodovia.

Anthony Borcioni✓3 min de leitura

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Como estudante do IFSul Câmpus Sapiranga, passo com frequência pela região da RS-239, próxima de Quatro Colônias, e percebo de perto como o movimento aumenta principalmente nos horários de entrada e saída de estudantes e trabalhadores, por volta das 7h, 12h e 18h. Nesses períodos, carros, motos, ônibus e caminhões dividem a rodovia enquanto muitas pessoas também precisam circular a pé pela região. Para quem precisa atravessar a RS-239, essa situação pode gerar insegurança e expor pedestres a riscos que poderiam ser reduzidos com uma estrutura adequada.

Por isso, acredito que Sapiranga deveria estudar a construção de uma nova passarela para pedestres entre a região da Vila Irma e Quatro Colônias, levando em conta principalmente o acesso ao IFSul. A proposta é simples: permitir que estudantes, trabalhadores e moradores atravessem a rodovia sem precisar dividir diretamente o mesmo espaço com veículos em alta circulação. Uma estrutura desse tipo poderia tornar o deslocamento diário mais seguro e também melhorar a ligação entre os bairros dos dois lados da RS-239.

A preocupação com a segurança nessa rodovia não é nova. Ao longo dos últimos anos, Sapiranga já recebeu melhorias em diferentes pontos, incluindo iluminação, sinalização e estruturas destinadas aos pedestres. Em 2020, por exemplo, foi concluída uma passarela entre Vila Irma e Oeste. Esse tipo de obra mostra que é possível criar alternativas mais seguras para quem precisa atravessar uma rodovia tão movimentada. Ainda assim, existem outros pontos da RS-239 que precisam ser avaliados conforme o crescimento da cidade e o aumento da circulação de pessoas.

Uma eventual nova passarela também precisaria ser bem planejada. Não basta apenas construir uma estrutura sobre a rodovia. É importante garantir boa iluminação, proteção lateral, piso seguro e acessibilidade para pessoas com deficiência, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Além disso, o local escolhido precisa realmente acompanhar o caminho usado pelas pessoas no dia a dia. Uma passarela muito distante dos principais pontos de circulação pode acabar sendo pouco utilizada.

Por isso, antes de qualquer obra, o ideal seria realizar um estudo técnico para identificar o melhor ponto para a construção e verificar a quantidade de pessoas que utilizam aquela região diariamente. Esse trabalho poderia considerar o movimento de estudantes do IFSul, moradores dos bairros próximos, trabalhadores, usuários do transporte coletivo e demais pedestres. A partir desses dados, seria possível saber com mais segurança se a passarela é viável e onde ela poderia trazer maior benefício.

Uma obra desse tipo depende da participação de órgãos como o Governo do Estado, a EGR, o DAER, a Prefeitura de Sapiranga e outras instituições responsáveis pela rodovia e pela mobilidade da cidade. Também é importante ouvir quem conhece o problema na prática: os moradores e estudantes que utilizam o trecho todos os dias. A experiência de quem passa pelo local não substitui um estudo técnico, mas pode ajudar a mostrar onde estão as dificuldades e quais pontos precisam de maior atenção.

A RS-239 é fundamental para Sapiranga e para toda a região, mas sua importância para o trânsito não pode fazer com que a segurança de quem está a pé seja deixada em segundo plano. Como estudante do IFSul, acredito que uma passarela entre Vila Irma e Quatro Colônias merece ser analisada com seriedade. Pode parecer uma obra simples diante do tamanho da rodovia, mas, para quem precisa atravessá-la todos os dias, ela pode representar uma diferença enorme em segurança e tranquilidade.

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